terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Bactéria espacial pode se transformar em nova fonte de energia







Bactérias do espaço, encontradas num rio britânicopodem ser a nova fonte de energia para o mundo


De acordo com notícia divulgada pelo site (http://www.dailymail.co.uk) bactérias normalmente
 encontradas em órbita acima da Terra têm sido encontradas em um rio britânico, e poderia ser uma nova fonte de energia para o mundo.  Os misteriosos organismos encontrados na foz do Rio Wear, em Sunderland, podem gerar eletricidade usando uma bateria especial chamada de célula combustível microbial.

O Bacillus stratosphericus é geralmente encontrado a 33 quilômetros acima da Terra. Acredita-se que foram trazidos à superfície por um ciclo atmosférico, provocado pelo aumento de água evaporada para a estratosfera e que logo precipita trazendo as bactérias do espaço.

É uma forma particularmente potente de bactéria que podem ser utilizadas em uma célula de combustível microbiana (MFC) para converter resíduos do rio em água limpa. A análise demonstrou que esta bactéria tinha o dobro do potencial de geração de energia elétrica de outras bactérias e os cientistas da Newcastle University acreditam que poderia ser colhida e usada no mundo em desenvolvimento, como dispositivos de energia.

Dentro de um MFC, os organismos produzem dióxido de carbono, prótons e elétrons quando mantidos em uma solução sem oxigênio. Elétrons são libertados para formar um ânodo carregado negativamente, enquanto os prótons criam um cátodo carregado positivamente. Isto produz os potenciais necessários para produzir uma corrente eléctrica.


A publicação dos resultados desta pesquisa, que são do professor Grant Burgess, de Biotecnologia Marinha da Universidade de Newcastle, está no jornal da Sociedade Americana de Química e Tecnologia Ambiental, onde é demonstrado pelo professor o potencial desta técnicaEle disse: O que temos feito é manipular deliberadamente a mistura microbiana, para arquitetar um biofilme, que sejamais eficiente na geração de eletricidade”.
“Encontrar a B. Stratosphericus foi uma surpresa, mas o que demonstra o potencial desta técnica para o futuro é que existem bilhões de micróbios lá fora, com o potencial para gerar energia”.

O Professor Burgess disse que, isolando 75 espécies diferentes de bactérias do Rio Wear, a equipe testou a geração de energia de cada uma, usando uma célula combustível microbial (MFC).

Ao selecionar as melhores espécies de bactérias, os cientistas foram capazes de criar um biofilme artificial, duplicando a potência elétrica do MFC de 105 watts por metro cúbico a 200 watts por metro cúbico. Embora ainda seja relativamente baixa, isso seria o suficiente para fazer funcionar a luz elétrica e poderia fornecer uma fonte de energia necessária em algumas partes do mundo que não possuem eletricidade. A utilização de micróbios para gerar electricidade não é um conceito novo e tem sido utilizado no tratamento de águas residuais e de estações de depuração.  O Prof. Burgess disse: Este é um método muito interessante de captação de energia, a partir do que seria, um recurso de valor”.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cientistas encontram bactérias vivas enterradas em sal há 34 mil anos



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Micro-organismos vivem no limite, pois não têm energia para nadar e se reproduzir

Um complexo ecossistema de bactérias devoradoras de sal sobrevive há 34 mil anos enterrado em fluídos no interior de minerais de Death Valley e Saline Valley, vales que ficam no Estado americano da Califórnia. A revelação foi feita por um estudo publicado nesta quinta-feira (13).

A halita, como se denomina o mineral formado por cristais de cloreto de sódio, foi o lar dessas bactérias durante dezenas de milhares de anos, segundo o estudo, publicado na edição de janeiro da revista da Sociedade Geológica Americana, GSA Today.
O cientista Brian A. Schubert, principal autor do texto, do Departamento de Estudos Geológicos da Universidade do Estado de Nova York, as bactérias estão vivas, mas a vida delas é limitada à sobrevivência, pois não usam energia para nadar nem se reproduzir.
A base de sua sobrevivência é um organismo unicelular, chamado alga Dunaliella, presente em muitos sistemas salinos. Esse organismo produz carvão e outras substância transformadoras que servem de sustento às bactérias. Assim, os organismos podem sobreviver, durante períodos imprevisíveis, flutuando em fluídos no interior dos minerais.
Schubert descreveu ao site Our Amazing World a sua experiência.
- A parte mais emocionante [da pesquisa] foi quando pudemos identificar as células de Dunaliella nos cristais, porque eram indícios de que poderia haver uma fonte de alimento.
O rápido crescimento dos cristais de sal, que envolvem todos os fluídos em pequenas borbulhas protegidas em seu interior, é outra das razões da surpreendente longevidade das bactérias, segundo o estudo.
A pesquisa de Schubert e sua equipe não é a primeira descoberta de organismos tão antigos, pois já foram publicados inclusive estudos que falam de bactérias vivas de mais de 250 milhões de anos, mas é a primeira em que os cientistas comprovaram suas conclusões repetindo os testes.
Schubert diz que a prova de que seu estudo não é manipulado é que conseguiu fazer com que os organismos voltassem a crescer uma segunda vez, e quando enviou os cristais a outro laboratório, obteve os mesmos resultados.
Os cientistas ainda não determinaram, no entanto, como as bactérias conseguiram sobreviver durante tantos milhares de anos com o sustento tão mínimo que a alga lhes proporcionava.

A equipe pretende agora aprofundar essa pesquisa e contrastá-la com outros estudos que exploram a vida microbiana na terra e no sistema solar, onde existem materiais de bilhões de anos de idade que são potencialmente capazes de abrigar microorganismos.
Por enquanto, Schubert e seus colegas conseguiram algo pouco comum: que bactérias se reproduzam pela primeira vez em milhares de anos. Cinco dos 900 cristais de sal analisados pela equipe produziram novas bactérias vivas, indicou Schubert. Ele contou que os micróbios demoraram cerca de dois meses e meio para "despertar" de seu estado de letargia antes de começar a se reproduzir.
Fonte Efe

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Camuflagem ajuda animais a enganar predadores

É preciso olhar com atenção e, mesmo assim, nem sempre é possível ver onde acaba a fauna e começa a flora. Para fugir de predadores, insetos e outros animais tomam as formas e cores do ambiente que os rodeia.
A coleção de imagens da agência Caters mostra que o artifício de se esconder enganando os predadores é comum a seres vivos de todas as partes do planeta. 
Para muitos animais, a camuflagem é a forma mais segura de se proteger de seus predadores naturais.
Embora o artifício seja comumente associado aos camaleões, insetos, peixes, sapos e até pássaros tratam de se misturar ao ambiente no qual vivem para passarem incólumes a olhares perigosos.

BBC Brasil











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