segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fotógrafo registra vida misteriosa do fundo dos oceanos


O fotógrafo americano Jason Bradley, que se descreve como um "apaixonado por ecossistemas aquáticos", produziu uma série de imagens sobre animais estranhos e misteriosos ao olho humano, que habitam o fundo dos oceanos.
Muitas das imagens foram tiradas dos animais já mortos, em locais como o Instituto de Pesquisas do Aquário da Baía de Monterey, na Califórnia. Outras foram feitas no habitat natural dessas criaturas.



"Fiquei fascinado pelas texturas, padrões, tons e formas", diz o fotógrafo.
A ideia surgiu de uma foto tirada por sua mulher, retratando camarões krill preservados para pesquisa dentro de um jarro. "Pensei: que boa ideia. Por que não estudar grupos de animais que não podem ser facilmente observados na natureza?"
O resultado são fotos impressionantes de lagostas, enguias, tubarões e outros peixes raros.

DA BBC BRASIL

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Brasileiro desenvolve vacina experimental mais eficaz contra vírus da Aids


Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos conseguiu manter os níveis do vírus da Aids (HIV-1) abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou nesta quarta-feira (24) a revista Nature. O estudo fo feito pelo imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller, em Nova York.
O tratamento experimental é composto por cinco potentes anticorpos monoclonais, idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula do sistema imunológico, e foi administrado em ratos "humanizados" - ou seja, que dispõem de um sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o vírus HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.
Nussenzweig observou que, desde que foi iniciado o tratamento, a carga viral tinha caído para níveis abaixo dos detectáveis e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento. Em seguida, o cientista brasileiro comparou resultados ao tratar ratos com uma combinação de três anticorpos monoclonais e, também, com um tratamento baseado em um único anticorpo.
Ao tratar os roedores com uma vacina com três anticorpos, o HIV se manteve em níveis baixos até 40 dias após o fim do tratamento, enquanto a monoterapia só permitiu que o vírus não fosse detectado durante o tempo em que o rato estava recebendo o tratamento, cerca de duas semanas.
"O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em ratos 'humanizados', por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos", defendeu o especialista em seu artigo.
Na atualidade, o tratamento anti-retroviral em humanos consiste em combinar pelo menos três drogas antivirais para minimizar o surgimento de vírus mutantes resistentes aos remédios.
No entanto, o HIV se armazena em uma espécie de "depósito" ou reservatório viral, o que faz com que a carga viral do paciente se eleve quando o tratamento farmacológico é interrompido, e o vírus volta a aparecer depois de 21 dias.
Apesar dos resultados promissores de Nussenzweig, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo.

EFE - Londres

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vírus que devora bactéria causadora da acne pode vir a ser utilizado como tratamento


Segundo pesquisadores, um vírus que vive na pele humana e é predador natural da bactéria pode ser uma solução eficaz no combate às espinhas.

Pesquisadores da UCLA e da Universidade de Pittsburgh descobriram o que pode ser a mais nova arma da medicina contra as espinhas: um vírus que se alimenta de bactérias. Esses organismos são predadores naturais das causadoras da acne na pele humana – um problema dermatológico que afeta milhões de pessoas.

Embora exista uma série de tratamentos para a acne, muitos são extremamente caros, alguns simplesmente não funcionam, enquanto outros possuem efeitos colaterais. Felizmente, o estudo conduzido pelo Dr. Jenny Kim, diretor da UCLA, pode ser uma fonte de boas notícias para quem sofre com esse problema dermatológico.

O grupo estudou duas espécimes: a bactéria responsável pela acne, conhecida como Propionibacterium acnes, e o vírus P. acnes fago (como é chamado até o momento), que vive na pele humana. Embora esses vírus sejam completamente inofensivos para as pessoas, eles são predadores naturais da Propionibacterium acnes.

Durante os estudos, quando os cientistas sequenciaram o genoma do vírus, descobriram que ele tem uma série de vantagens, como tamanho pequeno, diversidade limitada e o potencial de matar bactérias. Com isso, ele pode ser um ótimo candidato para desenvolver um tratamento eficiente contra espinhas na pele humana.

As principais características que tornariam tal tratamento seguro são o fato de ele não possuir muitas variedades genéticas (sofre poucas mutações) e ser programado para ter uma bactéria específica como alvo.

Se o vírus vive na pele humana, por que existe a acne?
Os pesquisadores chegaram a uma hipótese do motivo. As pessoas que possuem uma pele mais livre de espinhas possuem uma quantidade de vírus o suficiente para manter a Propionibacterium acnes em xeque, enquanto em outras a população dos organismos não está adequada para impedir que a bactéria cause as infecções.

De acordo com o Dr. Jenny Kim, “o vírus não será responsável apenas por matar a bactéria, mas sim por destruí-la por completo, arrebentando a sua membrana de proteção e impedindo que ela seja capaz de sofrer mutações”. Agora, os cientistas pretendem isolar a proteína ativa do vírus para testar se ela é tão eficiente na eliminação da bactéria quanto o organismo completo.

Se os testes tiverem resultados positivos, o próximo passo consiste em estudar o grau de segurança e eficácia no combate à acne humana.

Fonte: UCLA


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